Prevenção à pesca excessiva
Para que os mares possam continuar a fornecer um seguro suprimento de alimentos, é necessário controlar a pesca. Isso só acontecerá se todos os países se restringirem a pescar apenas uma quantia predeterminada. Muitos deles podem entrar num acordo com relação ao tamanho das redes de pesca, de modo a permitir que os peixes menores consigam escapar delas.
Realizar acordos é algo difícil, a não ser que haja evidências científicas mostrando a necessidade de restrições. Essas informações são dadas por algumas comissões e sociedades consultivas, sendo uma das mais conhecidas a Comissão Internacional de Caça à Baleia, que decidiu proibir a caça comercial desses animais durante cinco anos, a partir do final de 1985.
Dividindo os mares
A história da humanidade tem sido marcada por guerras pelo controle de territórios. Até o século XX, cada nação possuía soberania sobre o mar até 3 milhas (4,8 km) além da costa. Desse ponto em diante, o mar não pertencia a nenhum país, podendo cada um viajar, pescar, caçar ou fazer mineração. A maior parte dos mares não é totalmente controlada.
Isso levou a uma grande competição entre os países, e a riqueza viva do mar, como peixes e baleias, começou a diminuir. Lixo indesejável começou a se acumular, constituindo um perigo em potencial para o futuro. Certos países queriam retirar minerais depositados nos lençóis oceânicos. Alguma coisa deveria ser feita para tentar resolver os problemas que iam surgindo.
Em 1973, então, foi constituída a Conferência das Nações Unidas sobre as Leis do Mar, com o fim de estabelecer pacificamente a posse do mar.
A conferência propôs que o oceano fosse dividido em cinco áreas diferentes:
- Mar territorial: estende-se por 19 km, aumentando, então, o antigo limite de 4,8 km de cada nação.
- Zona contígua: estende-se por mais 38 km, sobre os quais o país possui um controle limitado...
- Zona Econômica Exclusiva (ZEE): o país tem controle das atividades econômicas, como a pesca e a mineração, por 320 km da orla. Quando a distância entre os países é menor do que 640 km, uma linha divisória é traçada no meio, entre eles.
- Áreas livres: ficam além da Zona Econômica Exclusiva, embora o fundo oceânico que se estende sobre a plataforma continental possa ser explorado e usado pelos países limítrofes.
- O restante do oceano: com cerca de 60%, é herança comum da humanidade. A Conferência das Nações Unidas sobre as Leis do Mar recomendou que uma Autoridade Internacional sobre Leito Oceânico fosse escolhida para controlar a mineração marítima em benefício de todas as pessoas. Uma de suas primeiras tarefas seria analisar as reivindicações dos vários países que desejam fazer a mineração de manganês.
As perspectivas
O oceano é um enorme ecossistema, e o que afeta uma parte dele acaba por atingi-lo inteiro. A poluição que invade o mar espalha-se por grandes distâncias, em conseqüência das correntes oceânicas. Muitos seres vivos migram milhares de quilômetros pelo oceano e dependem do alimento que este lhes fornece, onde quer que estejam.
Atualmente, a faixa do litoral é a parte mais afetada pela atividade humana. As profundezas oceânicas ainda estão relativamente saudáveis, mas deve haver um controle maior de seus recursos para que possam permanecer assim.
 | Rainbow Warrior foi o barco usado pelo Greenpeace para chamar a atenção para as atividades que prejudicam o meio ambiente marinho. Foi afundado em 1984 por agentes secretos do governo francês, antes de uma série de testes nucleares realizados pela França no Oceano Pacífico e que o Greenpeace pretendia impedir. Na ação de sabotagem, um dos tripulantes morreu. Os responsáveis foram presos e punidos. |
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O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente está conseguindo unir os países e ajudá-los a promover a limpeza das costas de seus mares. Para que não diminua a quantidade de peixes, é preciso determinar cotas para cada país, o que deverá ser feito por comissões de pesca e sociedades consultivas.
Como fonte de matérias-primas e energia, o oceano será muito importante no futuro, mas a questão de quem irá beneficiar-se com a sua utilização precisa ser resolvida. A proposta da Conferência das Nações Unidas sobre as Leis do Mar a respeito da divisão dos oceanos ainda não foi aprovada por alguns países.
Encontrar um meio de preservar os oceanos é o maior desafio da comunidade internacional. Requer um acordo em nível internacional, que até hoje não foi conseguido. A preservação dos mares será uma amostra de como cuidaremos dos outros problemas ambientais. Se pudermos cooperar uns com os outros e administrar sensatamente os oceanos, então teremos provado que também conseguiremos resolver os outros problemas do meio ambiente que afetam o mundo. Há, portanto, uma boa possibilidade de salvarmos os recursos existentes no nosso planeta.
Observando os mexilhões
Os mexilhões permitem que a poluição marinha seja facilmente detectada. Isso porque no corpo desses animais se concentram muitos poluentes e eles não se movem, indicando o quanto há de poluição em determinado local, diferentemente dos peixes que se deslocam constantemente. Além disso, os mexilhões são facilmente coletados e podem dar informações úteis sobre as condições ambientais marinhas como um todo, bem como alertar sobre qualquer problema. Laboratórios marinhos estão sendo instalados em muitos lugares para coletar e examinar mexilhões regularmente, como parte de um projeto global de fiscalização desses animais. Medindo-se a quantidade de poluentes, de acordo com os resultados obtidos, podem-se determinar as áreas que precisam ser limpas e a eficiência com que essa limpeza é feita.
Referências bibliográficas
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