Reservas naturais costeiras e marinhas
Reservas naturais marinhas
Têm sido criadas numerosas reservas e parques nacionais no mundo para proteger áreas especiais. Até agora, entretanto, há muito poucas reservas marinhas, embora grande parte do Oceano Atlântico, ao redor da Antártica, esteja protegida pelo Tratado Antártico. A maior reserva marinha é a da Grande Barreira de Recifes, no Pacífico Sul, próximo à Austrália. Outra reserva importante é a de Waddenzee, nos Países Baixos. No Brasil, há os parques nacionais marinhos de Abrolhos (BA) e de Fernando de Noronha (PE).
 | No sul da França, o Camargue foi declarado reserva natural, a fim de proteger a vida silvestre, que inclui cavalos selvagens e flamingos. |
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Muitos países estão percebendo a necessidade de estabelecerem reservas dentro de seu território marítimo. Entretanto, elas só conseguirão ter sucesso se forem protegidas da poluição e do progresso. Certas atividades desenvolvidas na terra ou no mar deverão ser controladas, o que é muito difícil.
As reservas marinhas são únicas, porque protegem uma enorme variedade de animais e plantas que vivem no mar, assim como aves aquáticas, plantas e animais raros do litoral.
 | As atraentes flores de acelga-brava dão um colorido às costas e salgadios. |
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Alguns dos mais ricos ecossistemas estão onde o mar e a terra se encontram. Essas áreas têm condições, mais do que qualquer outra, de manter a maior variedade de espécies e as mais numerosas populações de plantas e animais. Muitos peixes marinhos passam parte de sua vida nessas áreas litorâneas e muitas aves dependem do alimento que aí encontram. Esses animais são também os mais ameaçados do ecossistema marinho.
Há quatro habitats litorâneos de particular importância para a vida silvestre. São eles:
Estuários de rios
A parte do rio próxima ao mar chama-se estuário. Os rios levam nutrientes da terra para o mar e, como conseqüência, os estuários têm abundância de vida e são uma importante fonte de alimento para as aves. Se você tiver a oportunidade de visitar um estuário quando a maré estiver baixa, verá uma grande variedade de aves pernaltas alimentando-se na superfície lamacenta.
 | Muitas espécies de aves são atraídas ao estuário, como cisnes e vários tipos de patos. |
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Em alguns lugares, os rios também carregam esgoto e poluentes das cidades, das indústrias e dos campos cultivados. Alguns rios e estuários estão de tal modo poluídos que atualmente quase não há vida neles.
Salgadios
Ao longo do litoral, principalmente ao redor da foz dos rios, existem áreas lamacentas, sobre as quais a maré sobe e desce. Elas apresentam excelentes condições para a vida silvestre e muitas aves encontram nelas o alimento de que necessitam.
 | O góbio é um peixe anfíbio encontrado apenas nos mangues. Ele é capaz de caminhar fora da água e inclusive subir em árvores. |
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Nos lugares mais distantes do mar, muitas vezes, crescem plantas cujas raízes se fixam na lama. Quando a terra só é coberta nas marés muito altas, surgem mais tipos de plantas. Essas áreas são muito férteis quando drenadas e protegidas do mar. Muitas estão sendo usadas para a agricultura ou para construções e, com isso, está diminuindo a vida silvestre existente nelas.
Manguezais
 | Árvores de mangue no Brasil, com suas típicas raízes-escora. |
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São os equivalentes tropicais dos salgadios. Ocorrem ao longo da costa da África, Índia, Sudeste Asiático, América do Sul e também Flórida, nos Estados Unidos. Os mangues são, muitas vezes, densamente ocupados por árvores cujas raízes formam uma emaranhada camada impenetrável. Protegem o litoral da erosão e servem de habitat a muitos tipos de peixes, mariscos e aves. Animais raros, como certos tipos de caranguejos e o góbio, vivem nos mangues.
Grandes áreas de manguezais têm sido derrubadas para o desenvolvimento de projetos imobiliários ou para a obtenção de madeira. Também a poluição contribui para a destruição dos mangues. Alguns deles, porém, estão protegidos, como o Parque Nacional de Everglades, na Flórida, Estados Unidos.
A Grande Barreira de Recifes
 | Um peixe-borboleta toca de leve o coral na Grande Barreira de Recifes. |
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O mais famoso recife de coral de todo o mundo é a Grande Barreira de Recifes, que se estende por 2 mil km, ao longo da costa leste da Austrália, e chega a atingir mais de 250 km de largura. O capitão Cook, o primeiro a levar a notícia da existência dos recifes para a Europa, descrevem-o como "uma parede ou uma rocha que se eleva perpendicularmente do oceano impenetrável". O recife não é importante só pelos seus corais, mas também pela maravilhosa variedade de peixes tropicais e outros seres do mar que dependem dele.
 | Uma cobra-do-mar nada no Mar de Coral da Austrália. |
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A Grande Barreira de Recifes permaneceu sendo uma das maiores maravilhas do mundo, a despeito das tentativas de exploração de petróleo e de mineração de calcário. Agora, considerada patrimônio da humanidade, ela goza de maior proteção. Isso evitará sua exploração imediata, mas não a protegerá de outros perigos, como a poluição e assoreamento da costa, os naufrágios, o abuso e o vandalismo de milhares de turistas e o enorme apetite das estrelas-do-mar, chamadas coroa-de-espinhos.
Cientistas estão relutantes em fazer alguma coisa contra elas, que já devoravam enorme quantidade de coral, temendo o que sua interferência possa causar à ecologia do recife. A "cura" pode ser pior que a doença.
Referências bibliográficas
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