Controle do lixo
Por causa da enorme quantidade de lixo doméstico, precisamos planejar meios para dispor dele. Na Europa, cada família enche, em média, duas latas de lixo por semana. Multiplique isso pelo número de famílias num país inteiro e você terá uma enorme quantidade de lixo para ser descartado. A cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, joga fora a maior quantidade per capita diária de lixo – aproximadamente 1,8 kg por pessoa. Todos os dias, Nova Iorque tem de eliminar 24 mil toneladas de lixo. A Grande São Paulo, por sua vez, produz, a cada dia, 12 mil toneladas de lixo – equivalentes a 0,6 kg por pessoa –, um volume que exige, para recolhê-lo, 10 mil lixeiros e 1 000 caminhões,
Então, o que acontece ao nosso lixo? Primeiramente, ele é coletado pelas prefeituras, ou por uma companhia particular, e levado a um depósito, juntamente com o lixo de outras residências da área. Lá pode haver uma certa seleção – sobras de metal são separadas e reaproveitadas. O que acontece ao lixo tão variado de um lugar para, outro? Em geral, a solução mais comum a todo esse material é enterrá-lo em aterros apropriados. A Grande São Paulo descarta 59% de seu lixo por esse processo. Para os lixões, seguem 23% do que é recolhido.
 | Coletores de embalagens plásticas estão se tornando uma característica comum da vida urbana. |
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No entanto, esses locais causam problemas. A decomposição do lixo produz gases (principalmente metano) que se desprendem da terra. De vez em quando, esses gases causam explosões – ou obrigam os moradores das redondezas a se retirarem. O lixo enterrado pode, também, poluir lençóis de água, que correm para os rios e riachos que abastecem nossas casas.
Outro método é a incineração ou queima. Esse método está se tornando mais comum, uma vez que os depósitos estão se tornando escassos e ficam mais dispendiosos. Outra vantagem da incineração é o fato de que com essa queima se pode produzir energia, parte da qual já vem sendo aproveitada. Na Dinamarca, 75 % do lixo é queimado para produzir energia. Em São Paulo, apenas 6% do lixo segue esse destino. Há desvantagens nesse método. Seu desenvolvimento é caro. E, pior ainda, durante o processo de incineração, há liberação de gases que poluem o ar.
 | Máquinas selecionam e separam o lixo para reciclagem. Podem facilmente lidar com papel, metal e vidro, mas têm pouco progresso na reciclagem de plásticos. |
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Lixo é caro – custa tempo, energia, espaço e, também, dinheiro. A Grã-Bretanha paga 1 milhão de libras por dia para descarregar o lixo nos depósitos. Calcula-se que a Califórnia, Estados Unidos, na década de 90, deva pagar 1 bilhão de dólares por ano, para dispor de seu lixo. Além de provocar grandes despesas, ele polui o ambiente. Contudo, o refugo não precisa transformar-se em lixo. Ele pode ser reutilizado ou reciclado.
Reaproveitamento e reciclagem
Podemos encontrar exemplos de reaproveitamento e reciclagem em tudo o que nos cerca. Roupas, brinquedos e livros que damos a amigos, parentes ou a bazares de caridade estão sendo reaproveitados. Em muitos lugares, autoridades locais ou, às vezes, grupos de voluntários mantêm programas de reciclagem, com depósitos de garrafas, de latas ou coletores de papéis usados, onde a população local pode depositar seu refugo. As autoridades civis estão, cada vez mais, preocupando-se com a reciclagem, porque essa maneira de tratar o lixo economiza dinheiro, recursos e energia. No Brasil, apenas 29% do papel consumido é reciclado; no Japão, essa parcela já é de 50%.
A reciclagem pode ser menos danosa ao meio ambiente. A reciclagem de papel não apenas preserva as árvores, que são cortadas para fabricá-lo, mas também reduz a poluição do ar e da água e conserva valiosa energia. Uma tonelada de papel reciclado substitui 4 m' de madeira, ou 20 pés de eucaliptos.
O exemplo de Oregon
O Estado de Oregon, Estados Unidos, mostra o que pode ser feito se houver apoio político e popular. O Oregon tem uma lei, a "Recycling Opportunity Act", para tornar a reciclagem viável para todos os cidadãos. A lei objetiva:
- reduzir a quantidade de lixo produzido;
- reutilizar materiais onde for possível;
- reciclar materiais não-reutilizáveis;
- usar lixo que não pode ser reutilizado ou reciclado em processos de "energia vinda do lixo";
- dispor o restante do lixo em depósitos ou através de outros métodos apropriados.
O Oregon não parou aí. Reduziu os impostos pagos por firmas envolvidas em programas de reciclagem.
Referências bibliográficas
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