A destruição do habitat
 | As nuvens e névoas são retidas pelas árvores e por grandes samambaias na floresta tropical de Samoa, ao sul do Oceano Pacífico, criando seu próprio clima. |
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A destruição da floresta de Madagascar é um típico exemplo das perdas de habitats da vida silvestre que estão acontecendo por todo o mundo. Infelizmente as florestas tropicais são as áreas mais atingidas.
A riqueza das florestas tropicais
As florestas tropicais são úmidas e quentes, e estão localizadas na América do Sul, América Central, África e Sudeste Asiático. Existem há milhões de anos e contêm uma diversidade enorme em sua fauna e flora.
 | Na floresta tropical da Costa Rica, situada na América Central, os machos da rã-dourada reunem-se todos numa lagoa na época do acasalamento. |
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Muitos dos mais conhecidos animais do mundo vivem em florestas tropicais: chimpanzés, gorilas e gibões e várias outras espécies de macacos; tigres e jaguares; lêmures; os pássaros mais belos do mundo, desde o beija-flor e o papagaio até as aves-do-paraíso. Há milhares de espécies de cobras e de pererecas, milhões de espécies de insetos – tantas que é difícil identificá-las.
Quando as florestas são destruídas, sua excepcional vida silvestre é condenada ao desaparecimento. Nesses últimos 30 anos, têm sido devastadas, para se conseguir madeira ou se formar fazendas, satisfazendo as necessidades dos habitantes da região. Contudo, a taxa de desmatamento tem sido fortemente acelerada, em função da moderna tecnologia. Cerca de metade das florestas tropicais já foi destruída. Se nenhuma ação efetiva contra esse comportamento for iniciada, todas as nossas florestas poderão desaparecer até o início do novo século e uma infinidade de maravilhosas plantas e raros animais também desaparecerão.
Primatas raros das florestas tropicais
 | O sagüi-bigodeiro depende da floreta tropical amazônica para sobreviver, mas seu habitat tem sido destruído para dar lugar a plantações e pastagens. |
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Os primatas mais raros do mundo – inclusive o mico-leão-dourado – encontram-se nas florestas tropicais do sudeste brasileiro, dos quais restam menos de 300 indivíduos, preservados na Reserva Biológica do Poço das Antas (RJ).
No Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, 20 animais sobrevivem satisfatoriamente em sua colônia de reprodução, apesar da necessidade de outros indivíduos serem levados para lá, a fim de se evitar a endogamia.
 | O orangotango depende completamente da floresta tropical de Sumatra para se alimentar e encontrar abrigo. Existem hoje cerca de 4 mil sobreviventes. |
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O macaco-aranha também está muito ameaçado. Há somente 100 espécimes que sobrevivem em duas reservas, separadamente, e 25, mais ou menos, espalhados nas florestas do sudeste brasileiro. O fato de o macaco-aranha não procriar em cativeiro ameaça sua existência.
Os orangotangos vivem em remanescentes florestas na ilha de Sumatra, na Indonésia, onde existem apenas 2 mil sobreviventes em três reservas, e talvez a mesma quantidade viva fora das áreas preservadas. A chance de sobrevivência dos orangotangos é realmente pequena, em virtude do acelerado processo com que a floresta tropical vem sendo destruída.
Há duas espécies de gorila africano, no leste do Congo e Ruanda. Os que vivem nas montanhas são os mais ameaçados, restando apenas 250 indivíduos. É possível que existam aproximadamente 10 mil gorilas nas planícies, mas supõe-se que somente a metade sobreviva.
Referências bibliográficas
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