A perda das pradarias
A destruição dos habitats acontece geralmente em decorrência da necessidade de terras cultiváveis para alimentar a população mundial que cresce rapidamente. As pradarias e os habitats dos animais silvestres podem ser destruídos quando seu território é cercado e pulverizado com herbicidas, a fim de ser utilizado para pecuária ou plantação de milho. Nas pradarias americanas, por exemplo, grandes manadas de animais, como cervos e búfalos, são impedidas de buscar livremente seu alimento. Animais menores, como insetos, répteis e pássaros que se alimentam de ervas daninhas, ficam sem casa quando esses vegetais são eliminados.
 | Plantas de pântano estão se tornando mais raras devido às drenagens feitas para que se utilize a terra para fins agrícolas. |
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Outros habitats vêm sendo destruídos. Em muitos lugares do mundo, áreas alagadas, como pequenos lagos e pântanos, são drenadas para a obtenção de terras cultiváveis ou loteamentos. Rios são dragados, melhorando a drenagem da terra que os margeia, mas ao mesmo tempo destroem o habitat de criaturas que vivem entre os juncos e nos riachos. A recuperação de terras, especialmente ao lado de estuários, permitiu que a agricultura surgisse em lugares onde milhões de pássaros se alimentavam e faziam seus ninhos.
Naturalmente, é vital para os homens que haja colheitas suficientes para todos. Nos países em desenvolvimento não são produzidas quantidades suficientes de alimento, enquanto em muitas nações européias e na América do Norte há farta produção, tornando-se possível levantar montanhas de grãos e criar lagos de leite. Muitos ambientalistas defendem a idéia de se reduzir o número de áreas cultivadas, uma vez que a produção é extremamente farta, facilitando a existência de pradarias e florestas para os animais silvestres.
Salvando os grous americanos
 | Grous americanos gozam da proteção do Refúgio Nacional de Aves Selvagens de Aransas, Texas. |
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Os grous americanos sempre foram aves raras. Mesmo antes de 1860 não eram mais que 1300 pássaros. Conforme os colonizadores se espalhavam pela América do Norte, alteravam os pântanos usados pelas garças e grous como local de alimentação e descanso durante suas migrações. Os pântanos foram aterrados para a agricultura, e muitas dessas aves foram abatidas. Em 1912 existiam apenas 88 sobreviventes no Texas e na Louisiana. Em 1941, a população da Louisiana se foi, sobrando apenas 15 aves hibernando no Refúgio Nacional de Aves Selvagens de Aransas, no Texas. Por volta de 1977, a população cresceu de 59 para 70 indivíduos. O local de reprodução, no Parque Nacional de Wood Buffalo, em Alberta, Canadá, está cuidadosamente protegido. A população continua a crescer, mas ainda não está segura. O Canal Intercostal, usado por grandes embarcações, corre muito próximo à reserva. Se houver algum acidente, cargas perigosas poderão vazar na água.
Uma nova população de grous americanos surgiu a oeste das Montanhas Rochosas, no Idaho. Em 1977, alguns desses jovens grous reuniram-se a um bando de grous canadenses que têm a mesma rota migratória. Em 1988, os grous americanos ainda viviam e migravam com os grous canadenses, mas até então não haviam cruzado. Agora há planos para começar uma terceira população, por este processo, na Flórida.
Referências bibliográficas
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