Faixa da seção de Ecologia
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Poluição


A mais comum e antiga forma de poluição do ar é a fumaça.

Vapor de usina termoelétrica

O vapor produzido por esta usina termelétrica, nos Estados Unidos, é inofensiva, mas a fumaça resultante da queima dos combustíveis fósseis causa a chuva ácida.


Fogueiras e chaminés industriais lançam fuligem no ar, escurecendo edifícios e ocasionando densa neblina em regiões de climas úmidos. Atualmente as queimadas contribuem, de forma decisiva, para o aumento da poluição.

Criação de renas na Lapônia

A explosão da usina nuclear de Chernobyl desprendeu radiação que atingiu vários países do oeste europeu. Como resultado, algumas renas da Noruega e Lapônia não puderam ser consumidas pelo homem.


Toda combustão elimina dióxido de carbono e sua quantidade está cada dia maior na atmosfera do planeta, retendo o calor que escaparia para o espaço. Esse fenômeno é conhecido como "efeito estufa" e está provocando um maior aquecimento da Terra. O perigo está na possibilidade de as camadas polares degelarem, o que causaria uma elevação no nível dos mares. Se isso acontecer, o clima do planeta será alterado, principalmente no que se refere à distribuição das chuvas. A vida terrestre estaria ameaçada, pois se o clima sofresse uma mudança abrupta, os seres vivos não teriam tempo suficiente para uma adaptação necessária à sua sobrevivência.

A fumaça que se desprende da queima de combustível fóssil contém óxidos de enxofre e nitrogênio, que reagem com a umidade do ar, gerando o ácido sulfúrico e o nítrico. A fumaça é então carregada pelo vento, até encontrar um local úmido, formando ácidos que caem sob a forma de chuva – a chuva ácida –, que pode matar peixes de rios e lagos, e é responsável pela morte de árvores em grandes áreas da Europa, Escandinávia, norte dos Estados Unidos e Canadá.

A atmosfera em risco

Uma das formas mais perigosas de poluição do ar é causada pelo CFC (clorofluorcarbono) usado nos aerossóis, refrigeradores e embalagens de poliestireno para hambúrgueres. Uma vez liberados na atmosfera, direcionam-se para a camada de ozônio muito acima da superfície terrestre, onde quebram suas moléculas. A camada de ozônio protege a Terra dos efeitos nocivos dos raios solares. Tornando-se mais fina, mais raios ultravioleta passam por essa camada, produzindo um aumento na temperatura terrestre e agravando o efeito estufa, além de acarretar maior incidência de câncer de pele nas pessoas. Seu efeito nos animais e plantas é dificilmente previsível.

O combustível radioativo usado nas usinas nucleares desprende radioatividade extremamente perigosa se lançada no ar. Mesmo em pequena quantidade, pode danificar células humanas, causando o câncer e interferindo no desenvolvimento dos fetos.

Os efeitos da radiação na vida silvestre são desconhecidos, mas tudo indica que são os mesmos que nos seres humanos. Certamente, muitas ovelhas na Grã-Bretanha e renas na Lapônia continuam radioativas em conseqüência do acidente de 1986 na usina atômica de Chernobyl, na Ucrânia, que propiciou um perigoso aumento de radioatividade na atmosfera, pois espalhou-se por grande parte da Europa.

Ratos-da-seara

Ratos-da-seara proliferam nos campos de trigo. Sofreram no passado com o uso de pesticidas e de modernas ceifadeiras que cortam as plantações rentes ao chão, onde fazem seus ninhos. Atualmente já foram constatados indícios de que sua população está se recuperando.


Um mar de produtos químicos

A poluição da água e do ar torna-se mais séria pelo número de pessoas que atinge e pelos tipos de substâncias perigosas que pode produzir.

A poluição petrolífera acarreta sérios problemas para a vida marinha, envenenando peixes, caranguejos e moluscos. O óleo gruda nas penas das aves aquáticas e, quando elas tentam limpá-lo com seus bicos, acabam se envenenando.

A maioria dos derrames de petróleo são acidentais, mas há alguns feitos deliberadamente, quando, por exemplo, o comandante de um petroleiro lava seus reservatórios no mar. Atos como esse são ilegais, mas como economizam tempo e dinheiro, são realizados em alto-mar, longe da fiscalização e da vista de qualquer pessoa.

Mas a grande ameaça ao meio ambiente marinho não é somente a poluição petrolífera. Produtos químicos bem mais venenosos e duradouros foram criados nas últimas décadas, dentre eles os chamados PCBs (bifenóis policlorados), utilizados em vários processos industriais. Esses produtos podem ser destruídos por incineração, mas, como esse método é dispendioso, são enterrados ou despejados nos rios, que os levam para o mar.

Os PCBs são altamente nocivos, pois atingem também o sistema imunológico de muitos animais, tornando-os vulneráveis a doenças que, em condições normais, não os afetariam. A epidemia de 1988, que atingiu as focas no Mar do Norte e no Báltico, foi marcadamente intensa, porque muitas delas estavam contaminadas por PCBs.

Pesticidas tóxicos

Muitos animais e plantas silvestres são atingidos por pesticidas e herbicidas, porque esses produtos não matam somente os espécimes aos quais se destinam. Os componentes extremamente tóxicos dos pesticidas têm atingido muitos insetos, tais como borboletas, enquanto os herbicidas têm matado plantas que servem de alimento para lagartas.

Os pesticidas atingem muitos animais, porque entram em sua cadeia alimentar. Um camundongo-do-campo, por exemplo, alimenta-se de grãos de trigo tratados com pesticidas. A quantidade de tóxicos consumida não é eliminada, permanecendo no seu organismo. Se ele for comido por uma coruja, os produtos químicos passarão para ela. Como as corujas caçam camundongos com freqüência, receberão uma dose maciça de pesticida que se acumulará nas aves, atingindo seus ovos e, consequentemente, seus fi1hotes.

Pelo que vimos até agora, pudemos perceber que os homens poluíram o ar, a terra e a água, causando sérios danos a animais e plantas.

Referências bibliográficas

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