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Salvando animais em zoológicos


Hipopótamo no zoológico

Zoológicos como este, em Hamburgo, na Alemanha, são importantes reservas de animais raros, pois fazem com que o público tome conhecimento das ameaças que a vida silvestre vem sofrendo em todas as partes do mundo.


Até recentemente, o jardim zoológico era um lugar para ser visitado com a família, para admirar animais exóticos, enquanto andavam de um lado a outro em suas jaulas, ou para montar um camelo ou um elefante. O primeiro zoológico foi instalado em Londres, em terras da Sociedade Zoológica, no Regent's Park. Outros foram criados em seguida em vários países do mundo. Alguns, como o Bronx Zoo, em Nova Iorque, são imensos, e centenas de animais raros podem ser vistos ali.

Aos poucos, os administradores dos zoológicos procuraram tornar os cercados dos animais mais parecidos com seu habitat natural e também fornecer mais informações sobre eles para que os visitantes, aprendendo mais sobre os bichos, começassem a respeitá-los.

Contudo, durante muito tempo, animais foram capturados nas selvas para serem levados aos zoológicos, só que muito raramente procriavam em cativeiro. À medida que os países proíbem a captura de animais silvestres, a existência desse tipo de zoológico tem diminuído, restando muito poucos deles.

Manada de órix

A manada reprodutora de órix árabes em Fênix, Arixona, está salvando da extinção essa bonita espécie animal.


A mudança no papel dos zoológicos

Os zoológicos têm ainda um papel importante: propiciar às pessoas a oportunidade de ver de perto animais que provavelmente nunca veriam soltos. Contudo, a principal função do zoológico moderno é servir de reserva a animais raros que podem se reproduzir em cativeiro, o que permite fornecer exemplares para outros zoológicos, de tal maneira que não haja mais necessidade de retirá-los de seu ambiente natural.

Dois exemplos recentes e bem-sucedidos desse tipo de trabalho referem-se ao órix árabe e ao ganso havaiano.

O órix árabe (uma espécie de cabrito) foi fartamente caçado, até ser praticamente extinto em 1972.

Antílope e sua cria

A reprodução em cativeiro pode ser a única chace de sobrevivência para alguns animais raros. Técnicas modernas contribuem para aumentar a taxa reprodutiva: aqui uma fêmea de antílope africano pariu um filhote bongo, uma rara espécie de gamo. O bongo foi retirado de sua mãe natural ainda embrião e transplantado para a etílope.


Uma organização britânica beneficente, chamada Sociedade de Preservação da Flora e Fauna, conseguiu reunir os animais sobreviventes dessa espécie, tirando-os de zoológicos e de coleções particulares, a fim de criar uma manada de procriação em Fênix, Estados Unidos. O experimento foi bem-sucedido e em 1982 os animais criados nessa reserva foram devolvidos a uma parte do seu habitat natura1, em Oman, somente depois de o governo local ter estabelecido leis que os protegessem.

Atualmente essa manada procria-se com êxito naquele país.

Os gansos havaianos, ou "nenê", estiveram sob ameaça parecida, nas ilhas do Havaí, onde viviam. Tiveram seu habitat destruído pelo gado bovino e caprino e viram-se ameaçados por predadores como porcos, cachorros, gatos e mangustos, que foram levados às ilhas e ali foram soltos. Como o ganso havaiano se desenvolveu num ambiente sem inimigos naturais, era facilmente capturado pelos novos predadores.

Gansos havaianos

Gansos havaianos foram salvos da extinção na Curadoria de Aves Selvagens, Gloucestershire, Inglaterra.


Por volta de 1951 já havia menos de 30 exemplares. Duas fêmeas e um macho foram enviados para a Curadoria de Aves Selvagens, em Gloucestershire, Inglaterra. Quatro foram mantidos em cativeiro no Havaí, na esperança de que procriassem.

Em 1978, aproximadamente 500 gansos havaianos foram libertados nas ilhas de Mauí e Havaí, em áreas protegidas. Atualmente, cerca de 750 gansos vivem soltos e mais de 1 000 estão procriando em cativeiro. Como o órix árabe, o ganso havaiano agora vive em seu habitat natural, graças à intervenção humana.

Para evitar a endogamia e conseqüente esterilidade entre os gansos havaianos que estavam se reproduzindo em cativeiro, novos indivíduos provindos do ambiente natural eram a ele incorporados, de tempos em tempos.

Atualmente os zoológicos trabalham da mesma maneira: fazem uma troca mútua de animais, mantendo-se informados a respeito da população de espécimes raros, através de árvores genealógicas. Os animais são mantidos como uma população de reprodução, até que estejam preparados para retornar à vida na natureza.

Referências bibliográficas

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