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Disputas entre Portugal e Espanha


Boa parcela dos cosmógrafos europeus do século XV não acredita na viabilidade do projeto de atingir as Índias contornando a África. Supõem que o oceano Atlântico é um grande mediterrâneo e que a África se prolongaria ao sul, sem passagens para o oceano Índico. Quando Bartolomeu Dias conquista o cabo da Boa Esperança, em 1485, e atinge o Índico, prova a correção do projeto português. A Espanha aposta no projeto de Colombo: atingir as Índias navegando para o ocidente. Quando ele descobre a América, em 1492, imagina ter alcançado o Oriente. São os portugueses, no entanto, que realizam o grande feito: Vasco da Gama chega a Calicute, na Índia, em 1498, coroando quase um século de investimentos.

Tratados de partilha

O descobrimento de Colombo acirra as disputas entre Portugal e Espanha pelo domínio do Atlântico. Os espanhóis, imaginando ter alcançado as Índias, querem garantir o monopólio de sua exploração. Os portugueses, certos de que seu projeto é o correto, querem garantir as rotas do Atlântico sul e, segundo alguns historiadores, a posse das terras que já supõem existir a oeste do Atlântico sul.

Bula Intercoetera – Em 1493, o papa Alexandre VI promulga a Bula Intercoetera, que divide o mundo por um meridiano fixado 100 léguas a oeste dos Açores e do arquipélago de Cabo Verde. A decisão privilegia a Espanha, e os portugueses ameaçam entrar em guerra.

Tratado de Tordesilhas – Em 1494, o Tratado de Tordesilhas entre Portugal e Espanha, também com a mediação do papa, altera de 100 para 370 léguas a oeste de Cabo Verde o limite determinado pela Bula Intercoetera. Portugal garante assim folgada margem de segurança no controle das rotas do Atlântico sul.

Referências bibliográficas

  • Almanaque Abril. ALMANAQUE ABRIL 95: a enciclopédia em multimídia. Abril, São Paulo, 1995. (bibliografia completa)
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