Faixa da seção de História do Brasil
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Cultura na Primeira República


Obras literárias inspiradas na realidade brasileira, como as de Euclides da Cunha, Lima Barreto e Monteiro Lobato, surgem nos primeiros anos da República. Mas é a partir da Primeira Guerra Mundial que a produção cultural do país adquire maior pujança e originalidade. Na Europa, o pós-guerra é acompanhado por um movimento de renovação artística. Surge uma nova estética e as chamadas "vanguardas" ganham espaço na literatura, na música e nas artes plásticas. Os artistas brasileiros, principalmente os mais jovens, também são tocados pelo espírito renovador. Acompanham o que acontece fora do país mas querem produzir uma arte original, oposta aos padrões europeus – tendência que desemboca na Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, em fevereiro de 1922.

Modernismo brasileiro

Em 1917 a pintora Anita Malfatti promove em São Pauloa primeira exposição de arte moderna do país. Sua pintura provoca verdadeiro escândalo e choca a intelectualidade da época. Monteiro Lobato, por exemplo, escritor e crítico literário respeitado, critica a exposição perguntando se a obra da artista é mistificação ou manifestação de paranóia. No mesmo ano, Oswald de Andrade escreve o romance Memórias sentimentais de João Miramar, só publicado em 1924. Ambos estarão entre os fundadores do modernismo, movimento que revela uma geração de novos artistas. Nas artes plásticas, destacam-se Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Ismael Néri e Cândido Portinari. Na escultura, Vitor Brecheret. Na música, Villa-Lobos e, na literatura, Mário de Andrade e Manuel Bandeira.

Villa-Lobos fumando charuto

Literatura modernista – A produção modernista inova na forma, na linguagem e na temática escolhida. Os poetas e prosadores deixam de "macaquear a sintaxe lusíada", como afirma Manuel Bandeira, e procuram se expressar como brasileiros. Retomam os temas do indianismo, mas renegam todas as idealizações românticas. É assim com Macunaíma, "o herói sem nenhum caráter" de Mário de Andrade. No movimento da Antropofagia lançado por Oswald de Andrade, o escritor propõe a deglutição de todas as influências estrangeiras para que se possa criar uma arte verdadeiramente brasileira.

Referências bibliográficas

  • Almanaque Abril. ALMANAQUE ABRIL 95: a enciclopédia em multimídia. Abril, São Paulo, 1995. (bibliografia completa)
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