Faixa da seção de História do Brasil
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Política externa


Passado o período de reconhecimento da República, o Brasil enfrenta vários litígios de fronteira. O mais grave é a disputa pelo Acre com a Bolívia. Com sua economia centrada em produtos agrícolas de exportação, o país depende do mercado externo e sua política internacional tende a alinhar-se com a de seus principais compradores. Durante a Primeira Guerra Mundial alinha-se com os Estados Unidos e é o único país da América do Sul a participar do conflito.

Conflitos de fronteira

Os principais conflitos de fronteiras ocorrem no governo de Prudente de Morais. Desde o Império, o Brasil disputa com a Argentina o território das Missões, hoje integrado ao Rio Grande do Sul. Em 1895, o litígio é submetido ao presidente Cleveland, dos EUA, que dá parecer favorável ao Brasil. Em 1896, Brasil e Inglaterra entram em litígio pela posse da ilha de Trindade, no litoral do Espírito Santo, ocupada pelos ingleses em 1890. A arbitragem é feita por Portugal e o Brasil ganha a disputa. Em 1895, os franceses ocupam o Amapá e tentam anexá-lo. A questão é julgada pelo governo suíço, que dá a posse do território ao Brasil, em 1º de dezembro de 1900.

A questão do Acre

A exploração e prosperidade do comércio da borracha levam muitos brasileiros, principalmente nordestinos, à região do Acre, área que pertence à Bolíviadesde 1867. Os brasileiros recusam-se a obedecer as autoridades bolivianas, criam um território independente e exigem sua anexação ao Brasil. Em 14 de julho de 1899, com apoio dos seringalistas e do governo do Amazonas, Luís Galvez Rodrigues de Arias proclama a República do Acre. Enfrenta as próprias forças armadas brasileiras, que ajudam os bolivianos a recuperar a região. Em 1901 a Bolívia arrenda o Acre ao The Bolivian Sindicate of New York City in North America.

Anexação do Acre – Em 6 de agosto de 1902, no final do governo de Campos Sales, os brasileiros instalados no Acre se rebelam sob o comando de José Plácido de Castro: as forças bolivianas são expulsas em 24 de janeiro de 1903 e Castro é aclamado governador do Estado Independente do Acre. Em 17 de novembro de 1903, já no governo Rodrigues Alves, Brasil e Bolívia assinam o Tratado de Petrópolis: o Brasil compra a região por 2 milhões de libras esterlinas, compromete-se a construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré e a indenizar o Bolivian Syndicate com 110 mil libras esterlinas. No ano seguinte o Acre é incorporado ao Brasil como território federal.

Construção da ferrovia Madeira-Mamoré

Presença na 1ª Guerra

O Brasil permanece neutro na Primeira Guerra Mundial até 1917. Os Estados Unidos pressionam o governo brasileiro para entrar no conflito e ameaçam suspender as importações do país. Em outubro de 1917, durante o governo de Venceslau Brás, submarinos alemães atacam navios brasileiros na costa de Santa Catarina. O episódio deflagra no país uma campanha pela participação na guerra comandada por Rui Barbosa. O governo brasileiro declara estado de beligerância contra a Alemanha e envia uma unidade médica e aviadores para cooperar com os ingleses no patrulhamento do Atlântico Sul. O Brasil é a única nação sul-americana a participar do conflito.

Referências bibliográficas

  • Almanaque Abril. ALMANAQUE ABRIL 95: a enciclopédia em multimídia. Abril, São Paulo, 1995. (bibliografia completa)
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