Fim do totalitarismo na Europa
No final do processo de reconstrução que teve início no pós-guerra, caem o últimos regimes fascistas europeus. Os novos projetos de integração regional exigem a substituição de estruturas autoritárias, particularmente em Portugal e Espanha.
Portugal
A ditadura se esgota com a morte de seu fundador, Oliveira Salazar, em 1970, e com as perdas causadas pelas guerras coloniais em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, que minam a economia do país e disseminam a insatisfação nas Forças Armadas e na população.
Revolução dos Cravos – Organizada por militares anti-salazaristas, eclode em 25 de abril de 1974, tendo como símbolo o cravo vermelho que a população atira aos soldados revoltados, mostrando apoio. Transforma-se rapidamente em movimento popular e conduz à democratização do país, instituindo uma Junta de Salvação Nacional sob controle dos militares sublevados. Em março de 1975, depois de uma fracassada tentativa de golpe contra-revolucionário, é formado um triunvirato militar para dar prosseguimento às mudanças no país. O triunvirato aplica uma política de estatizações, dá fim às guerras coloniais e convoca eleições para uma Constituinte.
Espanha
Desde 1969, o próprio Franco prepara os trâmites para as reformas políticas espanholas. Estabelece a restauração monárquica após a sua morte, designando Juan Carlos de Borbón para sucedê-lo com o título de rei. Com a morte de Franco, em 1975, Juan Carlos é proclamado rei e dá início à democratização do país. São legalizados os partidos (inclusive o Comunista), a Catalunha e o País Basco ganham autonomia e é permitida a livre atividade sindical. A monarquia constitucional é aprovada em plebiscito, em 1976.
Referências bibliográficas
- Almanaque Abril. ALMANAQUE ABRIL 95: a enciclopédia em multimídia. Abril, São Paulo, 1995. (bibliografia completa)
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