Faixa da seção de História Geral
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Formação dos Estados Unidos


Em 1777, um ano depois da independência, cada um dos 13 Estados norte-americanos substitui seus estatutos coloniais por constituições próprias que garantem a soberania do povo, a divisão de poderes, a elegibilidade dos cargos públicos e a separação da igreja do Estado.

República norte-americana – Em 1787 os Estados concordam, na Convenção de Filadélfia, em estabelecer uma República federativa presidencialista, cujo texto constitucional só entra em vigor em 1789. A Constituição garante a divisão de poderes e um sistema de controle mútuo. Os assuntos relacionados à defesa, moeda e assuntos externos são de competência do governo federal, enquanto os demais são incumbência dos Estados.

Conquista do Oeste – É estimulada desde o governo de George Washington (1789-1796), que oferece facilidades, como preços baixos para as terras conquistadas e prêmios aos pioneiros. Milhares de colonos organizam caravanas e passam a enfrentar os índios da região tomando suas terras. Antes da expansão existem cerca de 1 milhão de índios no Oeste norte-americano. Em 1860 a população indígena está reduzida a cerca de 300 mil, que passam a viver em reservas oficiais.

Guerra de Secessão

Acontece entre 1861 e 1865, resultado dos atritos entre as regiões norte e sul dos Estados Unidos, devido à divergência dos sistemas econômico, social e político.

Soldados da Guerra da Secessão nos EUA

Diferenças entre norte e sul – Em 1860 predomina na região norte dos Estados Unidos a economia agrícola dos farmers (pequenos produtores), e a indústria com trabalho assalariado. O sul está organizado em grandes plantações algodoeiras cultivadas por escravos negros. A eleição de Abraham Lincoln como presidente, em 1861, com uma plataforma política nortista, coloca a União em confronto com os sulistas.

Guerra civil – As tensões entre norte e sul crescem devido às divergências sobre a introdução de uma política protecionista, defendida pelo norte, e à campanha abolicionista. São criadas sociedades nortistas que ajudam a fuga de escravos para o norte, onde ganham a liberdade. Alguns Estados do sul decidem então se separar e criam a Confederação dos Estados da América (por isso passam a ser chamados de confederados), com capital em Richmond, Virgínia. Apesar de não ser um abolicionista radical, Lincoln não aceita o desmembramento da União e declara guerra ao sul. A resistência sulista é muito violenta, apesar da inferioridade de forças e do bloqueio naval estabelecido pelo norte. Para conseguir o apoio dos negros, Lincoln emancipa os escravos em 1863. Em abril de 1865 os confederados se rendem. Dias depois Lincoln é assassinado por um escravista fanático durante uma apresentação de teatro.

Conseqüências da Secessão – A guerra faz 600 mil mortos, causa prejuízos de US$ 8 bilhões e deixa o sul destruído. Mesmo com o fim da escravidão os negros continuam sem direito à propriedade agrícola e sofrem discriminação econômica, social e política.

Abraham Lincoln (1809-1865) nasce no Estado de Indiana, filho de imigrantes ingleses. Começa a trabalhar muito jovem e, sem poder freqüentar uma escola, torna-se autodidata. Forma-se em direito e entra para a carreira política elegendo-se várias vezes como deputado e senador. Em 1861 é eleito décimo sexto presidente norte-americano, defendendo entre outras coisas, a emancipação gradativa dos escravos dos EUA. Para conter a iniciativa separatista dos Estados do sul – escravocratas –, dá início à Guerra da Secessão (1861-1865). É assassinado por um ator escravista fanático numa apresentação de teatro em Washington dias depois da rendição dos sulistas.

Referências bibliográficas

  • Almanaque Abril. ALMANAQUE ABRIL 95: a enciclopédia em multimídia. Abril, São Paulo, 1995. (bibliografia completa)
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