Faixa da seção de História Geral
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Formação dos Estados Nacionais


O Estado moderno consolida-se com a centralização das monarquias portuguesa, espanhola, inglesa e francesa do final do século XV e durante o século XVI. Elas estabelecem a propriedade real sobre o solo e as minas e garantem o controle sobre a produção, principalmente de ouro e prata. Fundam companhias mercantis para manter o monopólio da Coroa sobre o comércio de metais preciosos e escravos das colônias e criam um sistema de impostos.

Reino de Portugal

Forma-se no processo da reconquista dos Estados cristãos contra o domínio árabe na península Ibérica em 1139. O reino de Castela tenta dominar Portugal desencadeando a Revolução de Avis, que termina na batalha de Aljubarrota, em 1385, vencida por João I, da dinastia de Avis. Portugal torna-se a primeira monarquia nacional independente da Europa e a pioneira na expansão marítima africana e atlântica.

Reino da França

O fim da Guerra dos Cem Anos, em 1453, não significa a paz para o reino francês. A partir de 1521, a França enfrenta o avanço dos Habsburgo, que conquistam a Coroa imperial germânica e pretendem a hegemonia européia. As guerras com o império germânico se estendem até 1556. O reino francês também se envolve nos conflitos religiosos do período e realiza oito guerras contra os huguenotes (protestantes) entre 1562 e 1598. Em 1610, com Luís XIII, tem início o Estado absolutista.

Reino da Inglaterra

A partir de 1272 Eduardo III introduz reformas que consolidam o poder real. Anexa o país de Gales à Inglaterra, expulsa os judeus e ocupa a Escócia. Um levante popular em 1297 dá início à guerra de resistência dos escoceses, que se prolonga até 1314. Durante a Guerra dos Cem Anos, a Inglaterra também enfrenta rebeliões camponesas e insurreições dos nobres. Nesse período surge a consciência nacional inglesa, o Parlamento transforma-se num órgão permanente da monarquia e se forma um exército nacional.

Reino da Espanha

Tem por base a permanência de reinos feudais cristãos (Castela, Leão, Navarra e Aragão) durante a dominação árabe. A partir do século XI, os reinos iniciam a reconquista, conseguindo a supremacia cristã no século XIII. Em 1492, os árabes são expulsos definitivamente da península. Em 1469, Castela e Aragão realizam uma união dinástica e iniciam a expansão marítima. Entre 1517 e 1556 passa a fazer parte do império germânico dos Habsburgo, sob Carlos V. Em 1556, Felipe II é coroado rei da Espanha, dando início ao período absolutista.

Reino da Polônia

A formação do Estado aristocrático polonês começa com Sigismundo, em 1506. Em 1569 estabelece um regime unitário com a Lituânia e reforça os privilégios da nobreza e a servidão. Entre 1572 e 1575 a disputa sucessória conduz ao trono Estêvão Bathory, que reforça o exército, alia-se à Suécia e guerreia com sucesso o czar Ivan IV, da Rússia. Em 1610 as pretensões de Ladislau de ocupar o trono moscovita fracassam diante da resistência russa.

Reino da Rússia

Os séculos XII e XIII são de declínio econômico e político, com a Rússia fracionada em senhorios territoriais. O principado de Moscou transforma-se em núcleo aglutinador e em 1328 já exerce uma política hegemônica. Entre 1462 e 1505 Ivan III proclama-se czar, constrói o Kremlin como residência do monarca e transforma o principado de Moscou num Estado unitário. Em 1553 Ivan IV, o Terrível, reforma o governo, a legislação e o exército e estabelece um sistema despótico com vistas a realizar a expansão para o sul e na Sibéria. À morte de Ivan segue-se um período de desordens em virtude de disputas dinásticas e sublevações camponesas. Em 1613 tem início a dinastia absolutista.

Reino da Dinamarca

Os conflitos entre a Coroa, a nobreza e o clero se estendem até 1326, quando o duque de Schleswig é eleito rei. À unificação monárquica segue-se um período de guerra. Em 1397 a rainha Margarida unifica os reinos sueco e norueguês sob a hegemonia dinamarquesa, mas essa união não resiste à sublevação dos suecos em 1464. Durante o século XVI ocorre a expansão do protestantismo. Em 1611 o reino tenta nova reunificação, mas fracassa em virtude da guerra contra a Suécia.

Reino da Suécia

Une-se ao reino da Noruega em 1319 e, de 1397 à 1464, ao reino da Dinamarca. Sublevações conduzem à separação do reino sueco, apesar da hegemonia dos dinamarqueses, que aniquilam seus adversários em Estocolmo, em 1517. Com a expulsão dos dinamarqueses, Gustavo é eleito rei e funda o Estado sueco. Reorganiza a administração, institui um tribunal de contas e introduz a reforma protestante no país. Em 1592 a coroa sueca une-se à polonesa, mas em 1604 a união é desfeita. Em 1611 o reino sueco é rigidamente centralizado. Separa o poder civil do militar, cria o exército mais moderno da Europa e impõe a hegemonia sueca no Báltico.

Confederação da Suíça

Pertencente ao Império Germânico até 1230, fraciona-se com o surgimento de comunidades politicamente independentes (cantões). Em 1291, diante do avanço dos Habsburgo, os cantões camponeses unem-se numa confederação, que também passa a abrigar os cantões urbanos, em 1332. Estes entram em disputa com os cantões rurais pela hegemonia, provocando uma crise só resolvida em 1444. Em 1499 é reconhecida a independência da Confederação Suíça.

Reino da Alemanha

Também conhecido como Império Germânico, a partir de 1521 se envolve com a reforma protestante. Vários príncipes confiscam os bens eclesiásticos, enquanto os príncipes católicos fomam a Liga de Dessau para defender os interesses da Igreja. A organização dos príncipes em Ligas, a disputa entre elas e a rebelião camponesa iniciada em 1524 debilitam o poder real, em constantes guerras contra a França. Entre 1546 e 1547 o imperador Carlos V tenta recuperar a hegemonia e resolver a questão religiosa. Entre 1555 e 1619 o império se enfraquece e os príncipes consolidam seus Estados territoriais, criando administrações e igrejas próprias. A Guerra dos Trinta Anos, iniciada em 1618, reforça o processo de fracionamento germânico. Em 1648 o império compõe-se de 300 territórios soberanos sem qualquer sentimento nacional comum.

Península itálica

O fim da política imperial germânica sobre a Itália, em 1269, cria instabilidade nas cidades e propicia a instauração do senhoriato e a criação de milícias mercenárias. Intensificam-se os conflitos internos e as guerras entre os Estados, incluindo-se o Estado Pontifício. Em 1495 a França conquista Nápoles e derruba os Estados italianos, dando início a uma série de guerras, envolvendo Alemanha, Suíça e Inglaterra, na qual a Espanha (Habsburgos) leva vantagem. A divisão da Itália em Estados independentes ou integrados ao reino Habsburgo permanece até 1713.

Referências bibliográficas

  • Almanaque Abril. ALMANAQUE ABRIL 95: a enciclopédia em multimídia. Abril, São Paulo, 1995. (bibliografia completa)
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