Faixa da seção de História Geral
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Transição capitalista


Começa a partir do século XIII com o surgimento de novas relações econômicas. Ganham corpo a economia monetária, a sociedade de mercado, novas relações de trabalho e o mercantilismo colonial. O centro da vida econômica, social e política transfere-se dos feudos para as cidades.

Consolidação das cidades e do comércio – Com o abandono dos campos e feudos, o fluxo populacional se dirige às cidades, onde ocorre intensificação do intercâmbio comercial e da produção urbana, centrada na indústria caseira e manufaturas. As cidades proporcionam uma sociedade de homens livres e mão-de-obra assalariada. As classes sociais começam a ser determinadas por sua posição econômica. O aumento da riqueza, a fundação de universidades e bibliotecas, os novos descobrimentos e a invenção da imprensa possibilitam um renascimento cultural. Os nobres deixam os castelos rurais e passam a construir palácios nos centros urbanos.

Revolução comercial

O desenvolvimento comercial resulta a partir do século XV, em transformações profundas na economia européia. A moeda torna-se fator primordial da riqueza e as transações comerciais são monetarizadas. A produção e a troca deixam de ter caráter de subsistência e visam atender aos mercados das cidades. As companhias mercantis contam com técnicas contábeis e adotam novas formas de comercializar, como as cartas de crédito e de pagamento. As minerações de ouro e prata conhecem o auge. Intensifica-se a busca frenética por novas minas na África e nas Índias. A navegação e o comércio de alto-mar ganham impulso com a construção de novos tipos de embarcação e o aperfeiçoamento da cartografia e de instrumentos como a bússola.

Mercantilismo – A expansão do comércio marítimo com a África e a Ásia e a descoberta de novos territórios conduzem a um intenso processo de produção e transferência de riquezas para a Europa. Para dar continuidade a esse processo, as monarquias nacionais européias fundam companhias mercantis, estabelecem o monopólio comercial e iniciam uma política de colonização.

Monopólio mercantil – É a base do mercantilismo e do colonialismo. Em associação com a classe comercial, as monarquias nacionais formam companhias especiais, como a das Índias, responsáveis pela manutenção do monopólio real sobre o solo dos territórios coloniais. Montam exércitos próprios e financiam a pirataria, a mineração, as plantations e o tráfico negreiro. A nova importância dada à moeda torna a busca dos metais preciosos (ouro e prata) um dos principais objetivos da conquista e exploração dos novos teritórios.

Surgimento dos bancos – A acumulação de dinheiro (capital) conduz à criação dos bancos ou casas de crédito e empréstimos a juros. A Arte di Cambio, em Siena; a Casa di San Giorgio, em Gênova; os Montes Pietatis e a Taula de Cambi, em Barcelona, são bancos fundados no início do século XV.

Referências bibliográficas

  • Almanaque Abril. ALMANAQUE ABRIL 95: a enciclopédia em multimídia. Abril, São Paulo, 1995. (bibliografia completa)
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